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Publicação: 13/03/2017 às 13:57

Previsão climática para o trimestre março-abril-maio de 2017

Anomalias da temperatura da superfície do mar em fevereiro - Foto: Reprodução
Anomalias da temperatura da superfície do mar em fevereiro - Foto: Reprodução

Por Jossana Cera

A situação atual é de neutralidade no Oceano Pacífico e essa condição deve permanecer até, pelo menos, a metade deste ano, segundo as previsões do IRI (International Research Institute for Climate and Society, da Universidade de Culumbia-EUA).

O mapa da imagem 1 (ao lado) mostra a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar durante o mês de fevereiro, onde o retângulo indica a região do Niño3.4, na qual os centros internacionais calculam o Índice Niño para indicar se haverá El Niño (quando a temperatura fica acima da média), La Niña (quando a temperatura fica abaixo da média) ou a situação atual que é de neutralidade. Com isso, a precipitação nos próximos meses deverá ser comandada pelos fenômenos locais, como as frentes frias. A área marcada pelo círculo, no Oceano Atlântico Sul, está com suas águas mais aquecidas e isso traz um maior aporte de umidade ao Rio Grande do Sul, principalmente do Leste ao Centro do Estado. Esse padrão deverá continuar influenciando o tempo nos próximos três meses, fazendo com que as chuvas ocorram dentro da normalidade.

Tanto os centros de meteorologia nacionais quanto os internacionais têm indicado que março ainda poderá ter chuvas irregulares, mas essa tendência deverá, aos poucos, ir normalizando. Já os meses de abril e maio devem ter chuvas dentro do normal a um pouco acima do normal.

Na imagem 2 (abaixo) é mostrado o resultado do modelo para a precipitação, divulgado pelo CPPMet/UFPel e INMET, onde há o indicativo de chuvas um pouco abaixo da média para o mês de março (B) e um pouco acima da média para abril (D) e maio (F).

O orizicultor deve ficar atento às previsões do tempo, pois março é um mês de transição entre a estação quente e a estação fria, e isso favorece a ocorrência de tempestades mais intensas, que vêm acompanhadas de ventos fortes e até granizo, o que pode prejudicar o bom andamento da colheita do arroz.

Além disso, as lavouras que estão prontas para a colheita devem ser colhidas o quanto antes, pois o período diurno está encurtando e o número de horas trabalháveis também diminui, principalmente em regiões com maior frequência de nevoeiros.

Jossana Cera é meteorologista, doutora em Engenharia Agrícola pela UFSM e consultora do Irga

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