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Publicação: 12/06/2017 às 11:23

Previsão climática para junho, julho e agosto de 2017

Anomalias da temperatura da superfície do mar em maio - Foto: Reprodução
Anomalias da temperatura da superfície do mar em maio - Foto: Reprodução

Por Jossana Cera

Os últimos meses têm sido muito chuvosos, em parte, devido à passagem mais freqüentes de frentes frias, com a entrada de 1 ou 2 a mais que indica a climatologia. Isso pode estar atrelado também ao aquecimento em grande área do Oceano Pacífico e também do Oceano Atlântico.

Os índices pluviométricos assustam, pois alguns municípios, principalmente na região Noroeste do RS já ultrapassaram a média histórica anual em apenas cinco meses, sendo os mais críticos abril e maio. A estação do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) de São Luiz Gonzaga já registra 1.700 mm até o dia 5 de junho e a Normal Climatológica Anual é de 1.770,9 mm. O resultado disso é inundação de muitas áreas, prejuízos nas lavouras, cidades e milhares de pessoas afetadas.

Embora todas essas adversidades, o Oceano Pacífico continua apresentando condições características de neutralidade. O mapa (Imagem 1) mostra a Anomalia da Temperatura da Superfície do Mar para o mês de maio, onde o retângulo mostra a região do Niño3.4, região onde os centros internacionais usam para calcular o Índice Niño (índice que define eventos de El Niño e La Niña). A área marcada pelo círculo, no Oceano Atlântico Sul, está com o aquecimento de suas águas em declínio. Esse aquecimento anormal acaba trazendo mais umidade ao Rio Grande do Sul, principalmente no Centro-Leste do Estado, muitas vezes ocasionando o aumento de precipitações nessa região.

Conforme a última atualização (8 de junho) do IRI (International Research Institute for Climate and Society, da Universidade de Columbia-EUA), a previsão que antes indicava El Niño no segundo semestre, diminuiu de 60% para 40% de probabilidade, ou seja, a previsão agora é de que se continue com neutralidade. As águas subsuperficiais do Oceano Pacífico que são o combustível para o aquecimento ou resfriamento em superfície, também não está bem definido, o que deixa dúvidas quanto às previsões. Portanto, vamos continuar monitorando.

Em geral, as previsões do modelo utilizado pelo CPPMet da UFPel indicam chuvas acima da média histórica para os próximos três meses, muito em decorrência do aquecimento no Pacífico e Atlântico. Analisando as previsões de outros institutos, observa-se algumas diferenças, pois alguns indicam chuvas acima do normal para o próximo trimestre para o RS, enquanto outros indicam chuvas dentro do normal ou até um pouco abaixo, em algumas regiões.Independente disso é preciso que o orizicultor monitore a previsão de curto prazo, afim de minimizar os impactos de possíveis temporais com risco de enchentes, vendavais e granizo.

Com isso, recomenda-se ao que se faça a limpeza e manutenção dos drenos, se antecipe as reformas de bueiros e pontilhões, assim como os reparos nas barragens. Deve-se ficar atento ao sistema de irrigação no caso de cheia em rios, além de fazer o preparo antecipado do solo assim que possível.

Jossana Cera é meteorologista, doutora em Engenharia Agrícola pela UFSM e consultora do Irga

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