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Publicação: 07/08/2017 às 16:05

A neutralidade climática continua

Anomalia da Temperatura da Superfície do Mar para julho - Foto: Reprodução
Anomalia da Temperatura da Superfície do Mar para julho - Foto: Reprodução

Por Jossana Cera

As chuvas foram bem escassas em julho, sendo considerado o mês mais seco dos últimos anos em vários locais do Rio Grande do Sul. No extremo Oeste e Sul do Estado choveu entre 40-70 mm e nas demais regiões da Metade Sul os acumulados ficaram entre 20-40 mm. Na região Norte do Estado, os volumes foram ainda mais baixos, não ultrapassando os 20 mm.

E lá no Oceano Pacífico a neutralidade climática continua. A região de águas que estavam mais aquecidas, próximo à costa da América do Sul, vem mostrando desintesificação no aquecimento (Imagem 1), principalmente nas últimas semanas. Na Imagem 1 tem-se o mapa de Anomalia da Temperatura da Superfície do Mar média no mês de julho, onde o retângulo mostra a região do Niño 3.4, região que os centros internacionais utilizam para calcular o Índice Niño (índice que define eventos de El Niño e La Niña). A área marcada pelo círculo, no Oceano Atlântico Sul, mostra uma região aquecida e deslocada para sul, próximo à foz da Bacia do Prata. Esse aquecimento acaba trazendo mais umidade na região a oeste e, muitas vezes, ocasiona o aumento de precipitações nessa região.

Conforme a última atualização (19 de julho) do IRI (International Research Institute for Climate and Society, da Universidade de Columbia-EUA), a previsão indica a continuação da neutralidade climática (55-70% entre agosto e novembro). A indefinição continua para o período do verão onde se tem um aumento das chances da probabilidade de El Niño (40%), mas mesmo assim as chances da neutralidade continuar são maiores (50%). Portanto, devemos continuar monitorando.

Por causa da condição neutra no Oceano Pacífico, as precipitações acabam ocorrendo devido aos efeitos locais, como as frentes frias, e que por sua vez são também influenciadas pelos bloqueios atmosféricos, a exemplo do último mês (julho). Com isso, os modelos de previsão de precipitação também apresentam divergências. Por exemplo, as previsões do modelo utilizado pelo CPPMet da UFPel/INMET estão bem diferentes da atualização do mês passado. Agora, de maneira geral, estão indicando chuvas abaixo do normal para o mês de agosto, chuvas acima do normal em setembro e dentro da normalidade na maioria das regiões em outubro (Imagem 2).

Devido a essa variabilidade, ressalta-se a importânciade manter a limpeza e manutenção dos drenos, antecipar as reformas de bueiros e pontilhões, assim como os reparos nas barragens. Manter também os reservatórios cheios. Além, de ficar atento ao sistema de irrigação no caso de cheia em rios e, principalmente, fazer o preparo antecipado do solo sempre que possível, pois o início da semeadura da safra 2017/18 de arroz está logo aí!

Jossana Cera é meteorologista, doutora em Engenharia Agrícola pela UFSM e consultora do Irga

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